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Autor Tópico: Profissão: Mãe  (Lida 296 vezes)
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Andie
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« em: Agosto 02, 2009, 15:33:54 »

Profissão: Mãe
«Uma mulher chamada Anne foi renovar a sua carta de condução. Pediram-lhe para informar qual era a sua profissão. Ela hesitou, sem saber bem como se classificar.
"O que eu pergunto é se tem um trabalho", insistiu o funcionário.
"Claro que tenho um trabalho", exclamou Anne. "Sou mãe."
"Nós não consideramos 'mãe' um trabalho. 'Dona de casa' dá para isso", disse o funcionário friamente.
Não voltei a lembrar-me desta história até o dia em que me encontrei em situação idêntica.
A pessoa que me atendeu era obviamente uma funcionária de carreira, segura, eficiente, dona de um título sonante, do género 'oficial inquiridor'.
"Qual é a sua ocupação?" perguntou.
Não sei o que me fez dizer isto; as palavras simplesmente saltaram-me da boca para fora:
"Sou Pesquisadora Associada no Campo do Desenvolvimento Infantil e das Relações Humanas."
A funcionária fez uma pausa, a caneta de tinta permanente a apontar para o ar, e olhou-me como quem diz que não ouviu bem.
Eu repeti pausadamente, enfatizando as palavras mais significativas.
Então reparei, maravilhada, como ela ia escrevendo, com tinta preta, no questionário oficial.
"Posso perguntar", disse-me ela com novo interesse, "o que faz exactamente nesse campo?"
Calmamente, sem qualquer traço de agitação na voz, ouvi-me a responder:
"Tenho um programa permanente de pesquisa (qualquer mãe o tem), em laboratório e no terreno (normalmente eu teria dito dentro e fora de casa). Trabalho para os meus Mestres (toda a família), e já passei quatro provas (todas meninas). Claro que o trabalho é um dos mais exigentes da área das humanidades (alguma mulher discorda???) e frequentemente trabalho 14 horas por dia (para não dizer 24...).
Houve um crescente tom de respeito na voz da funcionária que acabou de preencher o formulário, se levantou, e pessoalmente me abriu a porta.
Quando cheguei a casa, com o trofeu da minha nova carreira erguido, fui cumprimentada pelas minhas assistentes de laboratório - de 13, 7 e 3 anos.
Do andar de cima, pude ouvir a minha nova modelo experimental (uma bebé de seis meses) do programa de desenvolvimento infantil, testando uma nova tonalidade da voz. Senti-me triunfante! Tinha conseguido derrotar a burocracia! E fiquei no registo do departamento oficial como alguém mais diferenciado e indispensável à humanidade do que "uma simples mãe"! Maternidade... Que carreira gloriosa!
Especialmente quando se tem um título na porta. Assim deviam fazer as avós: "Associada Sénior de Pesquisa no Terreno para o Desenvolvimento Infantil e de Relações Humanas" e as bisavós: "Executiva-associada Sénior de Pesquisa". Eu acho!!!
E também acho que para as tias podia ser "Assistentes associadas de Pesquisa".»
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Apaixonada pelas 2 princesas :)


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« Responder #1 em: Agosto 02, 2009, 15:42:04 »

Por acaso é muito injusto 010 .....nunca somos reconhecidas. 019 ...nem como Donas de Casa muito menos como MÃES...
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01/06/2003 o nosso príncipe é uma estrelinha no céu
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« Responder #2 em: Agosto 02, 2009, 20:02:52 »

Ao ler isto fez me lembrar um artigo que li uma vez na revista em que perguntava o seguinte: Quer ser mãe ou quer ter um filho?
Achei o título um bocado bizarro mas depois de ter lido o artigo cheguei a conclusão que faz muita diferença. Quando dize-mos que queremos ser mães sem qualquer pudor, segundo eles estamos cientes do passo que vamos dar e da responsibilidade que nos é implicada, por outro lado quando dizemos que queremos ter um filho de uma forma muito rezumida não passa de um capricho... Mas só lendo o texto é que vimos a diferenças.
E isto vem ao caso de ser mãe para muitas pessoas não passa de uma coisa sem sentido de responsbilidade.

Se me derem liberdade posso digitalizar o artigo que acho até que era interesante para o forúm.
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Andie
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« Responder #3 em: Agosto 02, 2009, 20:11:39 »

Ao ler isto fez me lembrar um artigo que li uma vez na revista em que perguntava o seguinte: Quer ser mãe ou quer ter um filho?
Achei o título um bocado bizarro mas depois de ter lido o artigo cheguei a conclusão que faz muita diferença. Quando dize-mos que queremos ser mães sem qualquer pudor, segundo eles estamos cientes do passo que vamos dar e da responsibilidade que nos é implicada, por outro lado quando dizemos que queremos ter um filho de uma forma muito rezumida não passa de um capricho... Mas só lendo o texto é que vimos a diferenças.
E isto vem ao caso de ser mãe para muitas pessoas não passa de uma coisa sem sentido de responsbilidade.

Se me derem liberdade posso digitalizar o artigo que acho até que era interesante para o forúm.

Sim, faz isso please, gostava de ler 003 Kiss
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Sofia
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« Responder #4 em: Agosto 02, 2009, 20:27:27 »

ok vou procurar a revista o mais amanha ou na terça está aqui.
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Sofia
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« Responder #5 em: Agosto 04, 2009, 15:35:48 »

bem tenho pena, já me fartei de procurar e não encontro o artigo já fui para a net mas nada, não está esquecido, deve estar para qualquer canto mal encontro eu post. Wink
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